sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

14 de março

14 de março

1893 - Matte amplia área de exploração




A Companhia Matte Laranjeira, agora sob o controle do Banco Rio e Mato Grosso, assina contrato com o governo do Estado, arrendando os ervais de Iguatemi, "com direito a exploração e colheita da erva mate e outros produtos vegetais nos terrenos devolutos e pertencentes ao Estado, compreendidos pelos rios Iguatemi, Paraná e linha de limites com a República do Paraguai até encontrar a cabeceira do mesmo Iguatemi, por espaço de dez anos contados da data do presente contrato e nos termos da lei estadual número vinte e cinco, de dezessete de novembro de mil oitocentos e noventa e dois".

Era governador do Estado o coronel Generoso Ponce e procurador da companhia Pedro Celestino Correa da Costa, que mais tarde viria a ser um dos maiores adversários do monopólio no arrendamento das terras no Sul do Estado.
 



FONTE: Gilmar Arruda, Heródoto, in Ciclo da Erva-Mate em Mato Grosso do Sul (1883-1947), Instituto Euvaldo Lodi, Campo Grande, 1986, página 282.


14 de março

1926 - Fundada associação comercial de Campo Grande

Um pequeno grupo de empresários, reunidos na sala de projeções do Cine Trianon, na rua 14 de Julho, decide criar a Associação Comercial de Campo Grande. O advogado Eduardo Olimpio Machado foi escolhido como primeiro presidente da comissão provisória, composta por Manoel Joaquim de Moraes (vice-presidente), Bernardo O. Bicca (1° secretário), Joaquim Paixão (2° secretário), Roberto Lacourt (1° tesoureiro), Moises Sadala (2° tesoureiro). Compunham o conselho fiscal Ytrio Correa da Costa, Antonio de Souza Queiroz Francisco Calarge, Miguel Candia e Antonio J. Bacha.

Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, Registros na História (1926-2016), Campo Grande, 206, página 53.









14 de março

1934 - Teixeira Muzzi era contra a divisão do Estado, segundo seu filho



Em plena campanha divisionista, liderada por Vespasiano Barbosa Martins, o tenente João Muzzi, filho de Teixeira Muzzi, apontado em manifesto da liga Sul-Matogrossense como um dos pioneiros da ideia separatista no Sul de Mato Grosso, envia carta ao Jornal do Comércio, órgão do movimento contra a divisão, negando o envolvimento do pai e afirmando que o mesmo era a favor da unidade de Mato Grosso. A correspondência foi publicada na integra pelo vespertino campograndense:

Lendo um manifesto dos moços separatistas, encontrei o nome de meu pai, capitão João Caetano Teixeira Muzzi, no qual dizem ter sido ele um dos primeiros semeadores da semente separatista. É falso, tanto que não autenticam isso com documentos que até, no dito manifesto, o nome dele está errado.

O meu pai nunca foi despeitado!

Presenciei uma vez em Bela Vista, quando ele em conferência com o Cel. Bento Xavier, protestava contra essa ideia, tendo-lhe respondido o Cel. Bento que a ideia era apenas para fazer promessas aos seus companheiros, que em aqueles dias tinham perdido a revolução e que ele precisava invadir novamente o Brasil para ver se salvava ao menos a metade de seus prejuízos, não roubando, porque o Cel. Bento Xavier nunca roubou, morreu como um homem honrado que era.

Das ponderações que meu pai fez ao Cel. Bento, ainda me lembro esta palavras: "Mato Grosso é fraco unido,e, pobre em suas rendas, pensar em semelhante absurdo é, afastar de si, o espírito de brasileiro"!

Sem mais, respeitosas saudações.

JOÃO MUZZI

Maracaju, 14- 3- 34


FONTE: Jornal do Comércio (Campo Grande), 24 de março de 1934.



14 de março


2011 -Morre  letrista do hino de Mato Grosso do Sul






Morreu, por volta das 15 horas, vítima de câncer o advogado Jorge Antônio Siufi, 78 anos,  na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Dr. Alfredo Abrão em Campo Grande.

Ele era advogado há 49 anos, foi membro da Academia Sul-mato-grossense de Letras e um dos autores da letra do Hino de Mato Grosso do Sul.
Jorge também foi membro da Escola Superior de Guerra, professor do curso de Direito da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), presidente do Lions Clube e autor de vários livros e crônicas. Aficionado por músicas de seresta,chegou a gravar um cd com clássicos românticos.

O corpo foi velado no plenário da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil). O enterro aconteceu as 9 horas do dia seguinte no cemitério Parque das Primaveras.

O parceiro de Jorge Siufi na letra do hino do Estado foi o escritor Otavio Gonçalves Gomes e a música é do maestro Radamés Gnattali, já  falecidos. 

Clique na imagem e conheça o hino de Mato Grosso do Sul:









Nenhum comentário:

OBISPO MAIS FAMOSO DE MATO GROSSO

  22 de janeiro 1918 – Dom Aquino assume o governo do Estado Consequência de amplo acordo entre situação e oposição, depois da Caetanada, qu...